segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vai um pouquinho de reflexão hoje?

A sociedade Brasileira tem que despertar para um fato grave que até mesmo a imprensa já veicula com naturalidade. Quando o namoro PT e PMDB apenas começava a todo momento lia-se nos principais jornais que o PMDB tinha interesse no Ministério das Comunicações em função do gigantesco orçamento dos Correios. De fato, uma empresa que fatura cerca de 10 bilhões e tem lucratividade de no máximo 10% gasta 9 bilhões por ano, é muito dinheiro.

Pois bem, algumas perguntas deveriam nos tirar o sono:

a) O que um partido vai fazer com um orçamento de empresa pública se esse orçamento deve se prestar somente ao custeio das operações dessa empresa?

b) Se os integrantes desse partido fossem agir honestamente, não direcionar licitações, não pedir 10% para os fornecedores vencederos de licitações etc que interesse haveria nesse orçamento?

É incrível quantos de nós já sabemos que alguns "políticos" estão chegando na empresa com metas de desempenho em propina. É isso mesmo, o cara é indicado mas já chega aqui fazendo uma varredura nos contratos que ele pode fraudar para atingir sua meta. O pior é que alguns órgãos de controle acreditam que essas coisas só acontecem quando técnicos da empresa colaboram mas não é bem assim, apesar de em algumas circunstâncias isso poder ocorrer, como no caso do FDP do Marinho. Temos casos de processos completamente lícitos em sua motivação e formatação que ao final têm uma interferência do tipo; um testa de ferro qualquer dando um encontrão no fornecedor e dizendo:

"você ganhou a licitação tal, porém, se não contribuir aqui com a caixinha vamos inviabilizar a contratação"

Infelizmente o empresariado Brasileiro acredita, em sua maioria, que a propina é normal no serviço público e paga, ou seja, o cara cria a dificuldade e vende a facilidade fraudando um processo que em origem era lícito e não deixando nenhuma alternativa para que se evite essa fraude no campo técnico.

Bom, sem entrar no mérito da questão esse é o pior tipo de financiamento público de campanha que existe, pois, quem paga é o cidadão, o dinheiro é sem rastro e facilita que o ladrão roube do ladrão, e o pior é que um político honesto (não riam, existem alguns poucos) não consegue competir com as megacampanhas desses partidos....

Hoje, pelo menos, vi uma matéria que me fez pensar que talvez não esteja tudo perdido:


CLÁUDIO HUMBERTO

Na ECT, grampearam até carros

08/05/2010

Os carros oficiais de pelo menos três dos sete diretores da Empresa de Correios e Telégrafos foram “grampeados”, com GPS e escuta, e estão interditados para perícia da Polícia Federal. Curiosamente, os três carros eram dos diretores “de fora”, que não pertencem aos quadros da própria ECT. E revela a guerra fratricida pelo controle da estatal, que vive a mais grave crise de sua história. A ECT não quis se pronunciar"

Tomara que a onda pegue...

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