quinta-feira, 27 de maio de 2010

Reforçando a retratação

De fato fomos vendidos por uma matéria que recebemos. Conforme já colocado, nos retratamos, assim que surgiram os primeiros comentários sobre a matéria ser falsa. Os comentários são sempre bem vindos, esse espaço aqui é para isso mesmo, tanto, que não os mediamos, sejam eles favoráveis ao que estamos fazendo ou não.

Não é nosso objetivo aqui disseminar mentiras ou verdades parciais, é exatamente o que queremos combater na ECT e na sociedade, agradecemos aos que, atentos, nos ajudaram e esperamos continuem ajudando nessa empreitada.

Bom, continuaremos fazendo o que acreditamos, é o movimento que nos propuzemos, e o fato de termos chegado em poucos dias a mais de 1.600 visitas demostra que o assunto tem grande aderência, pois, o blog assumiu rapidamente um comportamento viral. Diga-se de passagem que antes da postagem da suposta matéria já tínhamos cerca de 1.300 visitas.

Com relação a alguns comentários colocaremos nossa posição:

Segregação de cargos: para nós o problema da empresa não são os gerentes, carteiros, engenheiros ou qualquer outra generalização mas sim os desonestos, estejam eles em qualquer função, cargo ou nível. Temos visto no dia-a-dia que os indicados políticos têm maior propensão à corrupção, até porque já chegam aqui com faturas à pagar aos políticos que os indicaram. É isso que entendemos que deve ser combatido com unhas e dentes (por todos os outros, carteiros, gerentes, engenheiros etc)

Todas as demais mazelas caminhariam para solução com uma gestão séria balizada em meritocracia e responsabilidade.

Anonimato: Nossa estratégia é gerar resistência e o anonimato é parte dessa estratégia, pois, torna a resistência um movimento "sem dono". Se tiver uma cabeça a ser cortada ela seria cortada minando a força da resistência. Se alguém não entender isso é só ler a nossa postagem sobre o Diretor de Recuros Humanos e se imaginar fazendo uma denúncia desse porte e assinando em baixo, certamente em poucos dias estaria sem emprego (cabeça cortada para servir de exemplo, estratégia Maquiavélica).

Questão sindical: Não somos contra o sindicato, tampouco sindicalistas, porém, hoje as diversas correntes sindicais pensam cada uma nos seus interesses, os nossos estão ficando de lado. Sindicalismo é uma forma de poder e sendo assim, muitas vezes, se transforma num movimento de massas para atingir o objetivo de poucos. Nessa linha, há também sindicalistas desonestos, e faz parte da nossa crença combater também a inocência com relação a esse tema.

6 comentários:

  1. Concordo em parte com as suas idéias. Também defendo a tese que quem vem de fora é mais propenso a dilapidar a Empresa(Sociedade). Porém, "uma andorinha não faz verão", sem a participação, conivência ou omissão de alguns(poucos) empregados da Empresa os"convidados" pouco ou nada fariam.
    Seria ingenuidade achar que alguém vai entrar na Empresa já sabendo onde fica os melhores contratos, as melhores funções sem a participação de pessoas de dentro.
    A ECT vive um momento que precisa de mudanças profundas em suas lideranças, a maioria vive "ainda" achando que se o Coronel X ou Coronel Y estivessem na Empresa ela estaria em melhor situação. Precisamos aceitar os fatos, os tempos mudaram, JK não faria Brasília em 05 anos hoje, pois a legislação é diferente e a sociedade também. A Administração dos Correios é anacrônica crônica, tem medo do novo, tem medo de aceitar que são incapazes de competir com idéias novas e para tanto, criarão o seu universo paralelo. Ex: para que gastar dinheiro com um curso de Administrador postal se o mercado tem o profissional pronto a custos mais em conta. Até os órgãos mais credenciados do Governo capta do mercado.
    Greve, sindicato ruim é consequência e não causa dos problemas. Ninguém faz greve se a situação é boa. Mudam-se os cálculos da PLR na calada da noite, o que se negocia não se cumpre. Precisamos de Administradores que entendam que os Correios é uma empresa do povo brasileiro e não de alguns.

    ResponderExcluir
  2. Continuando na mesma linha de pensamento do Colega "Analista Frustrado": Lembram o monte de engenheiros de produção que foram contratados para tocar o processo de automação postal? Pois é, em algumas DRs a maioria saiu da empresa, não somente por questão de remuneração, mas pelo fato de serem gradativamente escanteados das decisões de planejamento operacional. Existem ainda alguns valentes que tentam fazer valer os conceitos modernos de gestão da produção e de pessoas, mas esbarram na "velha guarda" seja ela de direita ou esquerda que se vêem ameaçados pelo novo. E o mais legal é ver "sumidades" sem formação adequada fazendo cursos de técnicas de gestão de produção e viajando pelo Brasil "palpitando" como se fossem os gurus do conhecimento. De novo querem inventar profissionais dentro da empresa quando já existem no mercado e dentro do próprio quadro profissionais qualificados (que como não são "da corte real" pra não dizer da "PANELA" nem são convidados a fazer o trabalho para o qual foram contratados). A valorização do capital intelectual dentro dos Correios não existe. Alguém tem incentivo para fazer um mestrado ou uma especialização para acrescentar conhecimento técnico para a empresa? A não ser que tenha um QI (daí até especialização em confeitaria artística rola). Até em outras empresas do Governo o grau de instrução é valorizado com incentivos salariais, mas nos Correios não. Será que nossa alta Direção teme ter funcionários mais informados e melhor qualificados?

    ResponderExcluir
  3. Senhores,
    Necessitamos parar com a miopia.
    Hoje a Empresa está esquizofrênica.
    Falamos de honestidade, mas o que mais encontramos são gestores desonestos (em todos os níveis). Desonestidade não é apenas roubar; é também deixar de fazer o certo; é calar-se diante das injustiças; e, talvez o pior, é aceitar ordens ilegais e imorais e, docilmente, cumpri-las.
    Falamos de meritocracia e o que encontramos é o nepotismo desenfreado. Vejam quantos casos de coordenadores e gerentes indicados pelos amigos dos políticos do PMDB e PT. Quando teremos seleções com base no mérito? Quando teremos gestores de fato?
    A famigerada FAT serve apenas para calar e acomodar os covardes. Gerentes capazes são substituídos por incompetentes e todos ficam calados, sem pensar no que isto irá produzir em um futuro próximo.
    Há absurdos como falar em qualidade, sem perguntar aos clientes o que eles desejam.
    E o melhor, desejamos ser muitíssimo bem remunerados sem nos preocuparmos em aumentar a produtividade.
    O missivista do Blog apontou com clareza os pontos importantes. Os empregados capazes e honestos devem ser os que guiarão os destinos da organização. Mérito é fundamental. Os sindicatos podem ajudar desde que deixem de ser apenas braços de partidos políticos. Necessitamos que eles defendam verdadeiramente a empresa.
    Quanto ao anonimato corroboro em gênero, número e grau com o missivista, pois possuímos verdadeiros tiranos que perseguem aqueles que os enfrentam. Pensem, quem já encontrou um marginal que segue as regras da boa convivência? Faça uma crítica construtiva e veja como será tratado.
    O valor mais importante que o Blog despertou foi a indignação com este estado de coisas.
    Isto é ótimo, pois não podemos nos acomodar.

    ResponderExcluir
  4. Senhores,
    Quando lia o Blog do Reynaldo Azevedo, deparei-me com a mensagem abaixo:
    "maio 30, 2010 às 9:23 pm
    Reinaldo,
    Diversos leitores comentaram que a imprensa foi comprada. Nenhum apontou fatos. Tentarei.
    Será que jornalistas apenas por conhecerem petistas e pemedebistas são capazes de decidir sobre uma instituição secular? Ou o “agrado” de R$25.000,00/mês ( o valor é baseado no recebido pelo Presidente da ECT) concede dons especiais?
    Pois bem, o Conselho da ECT conta com os préstimos dos jornalistas Carlos Linderberg Spinola Castro e Luiz Carlos de Assis Bernardes.
    Como esperar isenção destes senhores?"
    Pelo visto, não estamos sós.
    Só para lembrar ambos os jornalistas são mineiros.

    ResponderExcluir
  5. O companheiro que fez o post de 29/05 é contraditório no que ele diz, quando se refere ao anonimato, pois primeiro ele ataca veemente os gestores que se acovardam no momento em que deveriam questionar seus posicionamentos dentro da ECT, sobre cargos e funções. Mas diz que o Blogueiro em questão tem que se manter no anonimato, para evitar uma possivel perseguição.
    Acho que todos nós devemos, mostrar nossa indgnação e partir para defesa se medo.

    ResponderExcluir
  6. Paulo,
    Você tem razão. Fui contraditório.
    Porém, explico minha intenção. Quando falo em coragem, falo diante dos gestores corretos que ainda possuímos. Muitos de nós, inclusive eu, calam-se (ou calaram-se) por não ter interesse em temas relevantes, ou por medo.
    O anonimato, quando lidamos com marginais, com corruptos, com manipuladores, com os mais diversos pilantras, torna-se uma questão de sobrevivência.
    Forneço um exemplo atualíssimo, quando políticos pagam aos "eleitores" para comparecerem aos comícios são taxados de improbos. Tais politicos respondem na justiça, quando são denunciados pela imprensa.
    Quando gestores recebem diárias, passagens, hospedagens e são obrigados a seguir o Diretor, o Presidente, o Ministro em eventos que não agregam nada, com caráter puramente político, ninguém faz nada com medo de represálias (e a imprensa na maioria das vezes não fica sabendo). Devemos levar tais fatos a todos, mesmo que no anonimato.

    ResponderExcluir